quarta-feira, 11 de novembro de 2015


Na tradição Zen Budista, dia 08 de dezembro é o dia da Iluminação de Shakyamuni Buda, quando ele passa a ser o Desperto, O Ser Iluminado, um Buda. Após 7 dias e 7 noites na postura de lótus , ele atinge o completo despertar no amanhecer do 8º dia e diz: "Eu, a grande Terra e todos os seres, simultâneamente, nos tornamos o Caminho Iluminado!"

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

sexta-feira, 18 de setembro de 2015


 PROGRAMAÇÃO DO ZEN VALE DOS SINOS

QUINTA-FEIRA: MEDITAÇÃO sem vínculo religioso, aberta a todos interessados. Apenas sentar.

SÁBADO
8h      Zazen 30 minutos
8h30  Cerimônia da manhã - Tchôka
(Nome de pessoas em sofrimento e dificuldades, assim como falecidos serão lembrados na procissão dos altares, depois da Tchôka)
Após a cerimônia da manhã haverá Samu para quem puder participar. 

DOMINGO
17h    Introdução ao Zen Budismo
19h    Zazen 40 minutos, seguido de recitação de sutra. No último domingo de cada mês, haverá a cerimônia de Kuyô, dedicada às pessoas falecidas e em sofrimento.


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

SE ESSA, SE ESSA RUA FOSSE MINHA...
Parte II

            Tenho resignificado meus valores a respeito de progresso e prosperidade alinhado com a economia, PIB, esses conceitos. Decidi abrir mão do meu carro, talvez por um tempo, talvez pra sempre, não sei. Mas está sendo uma experiência muito interessante ver e viver a cidade a partir de uma perspectiva mais horizontal, a pé, ou da janela de um ônibus. É uma delícia caminhar a tardinha no verão,  ou no sol no outono e inverno. Cruzar com as pessoas, cada uma com seu ritmo e destino.
            Mas nem sempre é agradável caminhar em São Leopoldo, cidade onde moro. Como a maioria das  cidades no Brasil, a minha tem sido pouco pensada e planejada para pedestres, ciclistas...os novos tempos pedem novos projetos. As calçadas são ruins e perigosas, principalmente quando já não se é jovem, as ruas e jardins estão sujas e mal cuidadas e, atravessar algumas ruas e avenidas é um desafio. Sobram pardais e faltam sinaleiras para pedestre.
            Fiz questão de iniciar essa crônica(parte II) com a mesma introdução, mas somente para inserir o tema principal, que deve ser nosso objeto de reflexão.
            Da perspectiva Budista,  somos a vida na terra –  esse “somos” incluiu todas as formas de vida, inclusive a própria terra e todos os seres, animais, humanos, minerais e vegetais, pra não dizer todo o universo e multiverso. Tudo é vida em manifestação – então, quando cortamos uma árvore na raiz, estamos violando a vida, na raiz. Caminhar pelas calçadas de  São Leopoldo me fez perceber o quanto se corta de árvores na cidade, pois não há nem o pudor de disfarçar.
            O fato mais recente, que disparou essa crônica,  foi quando vinha para meu trabalho e na esquina da Lindolfo Collor com a São João, a moradora do prédio, varrendo a calçada ,  muito feliz , dizia em alto e bom tom “ finalmente, só pedi pra podar e a prefeitura veio e cortou a árvore toda.”
           
            Como assim? Está tão fácil assim cortar árvores em São Leopoldo?
            Foi assim com a figueira na rótula do Rio Branco?
             O que é uma figueira perto de uma agência do Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco? Nada. Mas é vida. Até onde eu sei, a figueira é uma das quatro  árvores sob a  proteção dos órgãos ambientais.
            Foi assim com a  enorme árvore que tinha em frente ao Colégio Gusmão?
            E com tantas outras que ficaram fora do alcance do olhar da minha câmera, pois o caminho que percorro entre minha casa e o trabalho é somente uma amostra.
            Dizem que cada árvore que é cortada deve ser substituída por não sei quantas outras...gostaria de saber onde fica esta floresta!
            O comércio é o inimigo número 1 : Abriu um comércio, o proprietário trata de garantir que a fachada fique visível, como se isso fosse garantia de sucesso. A primeira atitude é arrancar/cortar alguma árvore que possa estar no caminho...do sucesso? Mas quando é verão as pouquíssimas árvores são disputadas para estacionar os carros.
O que resta das árvores são suas raízes expostas, expondo também a nossa ignorância. Será que com a quantidade de informação e tecnologia que temos hoje ainda precisamos travar uma batalha com a natureza,  a vendo como inimiga que tem que ser dominada? Este pensamente era aceitável no tempo das cavernas mas não hoje. Não o foi nem na época da revolução industrial. Não seria mais elegante e responsável  fazer com àquela bela figueira fizesse parte do cenário do novo prédio? Quem sabe um grande terraço tendo-a como cobertura. Incluí-la no projeto ao invés de excluí-la impiedosamente. Os imóveis que mais valorizaram em POA são justamente àqueles que tem árvores nas ruas, inclusive a rua eleita a mais bonita do mundo.
Quando foi que perdemos nossa capacidade de nos surpreender  , de nos escandalizar , de nos chocar, de nos apiedar ? Essa semana aconteceram fatos que revelaram o quanto ainda temos que evoluir em nossa humanização. Nascer humano não garante humanidade. A morte do leão Cecil, o trem em Madureira que passou por cima do homem que havia sido atropelado...que vergonha! Que vergonha! Pra não falar da Amazônia. Conseguimos terminar com a pororoca! Mas essas são capa de manchete. É mais fácil apontar o que está longe. Mas a mentalidade, à serviço do capital e não da vida é a mesma para ambas as situações. O que dizer sobre as fotos? Não parecem cadáveres que necessitam ser sepultados, com respeito? Quantas vezes deixamos de ver o que está tão perto de nós? Como se diz, na ponta do nariz, ou pior, tropeçamos e não vemos. Tão perto que não enxergamos. Acordar para esta realidade significa  resgatar nossa própria natureza, pois não há vida mais ou menos importante. Enquanto não houver  compreensão que nada é separado, que há uma teia em que intersomos, não deixaremos somente raízes expostas mas também nossa incapacidade em viver em harmonia na casa que é de todos. E o que parece força é somente fragilidade.

            


 Neste lugar havia uma linda figueira.


















domingo, 12 de julho de 2015

CERIMÔNIA HOSSEN SHIKI - DARMA COMBATE

No dia 04 de julho de 2015, em Mogi das Cruzes, SP, aconteceu meu Darma Combate, após um período de intença preparação. Foi no Templo Zengenji, oficiada pelo abade Sato Koshu Sensei, também com as presenças auspiciosas de minha mestra Monja Coen Roshi e do Superintendente para América Latina, Saikawa Roshi. A presença da comunidade budista se fez presente para prestigiar esse momento importante,  onde são feitas perguntas à aspirante ao cargo de Shussô(líder dos monges/monjas), a respeito do Darma, onde então é avaliado o grau de compreensão assim como outros aspectos que são levados em consideração, como postura, procedimentos, presença em corpo e em coração.
Agradeço a todos que participaram direta ou indiretamente desse acontecimento participando dos preparativos, dos treinamentos, as doações, os presentes, as mensagens de congratulações, tudo muito carinhoso. Esse foi um ato criativo grupal,  acima de tudo.
Estamos todos de congratulações, grandes congratulações.

Gasshô





 Procissão de entrada para início da cerimônia.
 Cumprimento ao abade.
 Após recitação do caso principal, doutrina do Vazio de Bodidharma.
 Reverências à Sensei.

 Recebendo a espada da sabedoria - Para dar e tirar vida livremente.

 Respondendo  perguntas sobre o Darma.
 Devolvendo a espada - Shipei
 Cumprimento de agradecimento ao Abade.
 Foto oficial.
 Com meus filhos .
Com meus alunos.

Gasshô


"Que os méritos dessa prática se estendam a todos os seres e que todos possam se tornar o caminho iluminado".