domingo, 25 de novembro de 2018

                                                              
ROHATSU
um dia de retiro para celebrar a 

                                                              ILUMINAÇÃO DO BUDA
Na tradição Zen Budista do Japão, o dia 08 de Dezembro é considerado o dia da Iluminação de Shakiamuni Buda. Celebra-se com um longo retiro de 7 dias e no amanhecer do 8º dia , uma cerimônia de encerramento marca este importante momento. Há cerca de 2.600 atras, o então principe Sidarta decidiu sentar-se em meditação embaixo de uma árvore Ficus religiosa e permanecer em meditação até acessar às verdades à respeito da vida/morte e outras questões acerca do sofrimento nessa vida. Suportando todas as adversidades e tentações, ele atinge a compreensão profunda e ascende à boddhi, a mente iluminada. Num átimo ele compreendeu o mistério da existência e os meios hábeis para ajudar os seres a se libertarem do sofrimento causado pelo samsara - o eterno ciclo de morrer e renascer. Seus ensinamentos continuam atuais e preciosos até os tempo de hoje pois são verdades inscritas na mais profunda estrutura da existência. No dia 15 de dezembro, o Zen Vale dos Sinos, a comunidade budista de nossa região também vai celebrar esse dia, realizando um Zazenkai, um dia de retiro, para nos sentarmos como o Buda, com o Buda.
Esta experiência é aberta a todos, independente se tem ou não experiência em meditação ou prática budista.
Para quem vem do interior do estado e precisa de hospedagem, temos alojamento com uma pequena taxa de hospedagem.




Encontro na Unisinos na Semana da Consciência Negra, com a presença do Reitor, Pd. Marcelo Aquino e lideranças do NEABI e Gdirec - Grupo Interreligioso de Diálogo, em 16/11/2018.

sábado, 24 de novembro de 2018

sábado, 20 de outubro de 2018

quinta-feira, 11 de outubro de 2018


NOTA PÚBLICA

A comunidade ZEN VALE DOS SINOS, vem a público manifestar seu repúdio frente às violação cometidas no episódio da jovem que teve uma suástica tatuada com canivete em sua barriga. O ataque com socos, e para fazerem a suástica devem ter sido violentos a ponto de sujeitar e paralisar a vítima, deu-se por ela estar usando uma camiseta com #elenão. Ou seja, a motivação foi política,   pró  candidato Bolsonaro. Primeiro, Independente do conteúdo da tatuagem,  foi um crime bárbaro e  inaceitável. Segundo, àqueles que representam o estado e que   deveriam  acolher a denúncia e proteger a vítima, investigar e buscar os responsáveis, distorcem e polemizam com o objetivo de desresponsabilizar os que alimentam o ódio e os ataques violentos, que tem sido cada vez mais frequentes. O delegado responsável por encaminhar a denúncia comete outra violação,  quando afirma ser um símbolo religioso budista e não uma suástica nazista.   Então se for um símbolo religioso pode, arbitrariamente ser usado como  objeto de violência?  Pela maneira perversa do ataque, esse símbolo tatuado tem mais a ver com nazismo do que com budismo, já que o Budismo condena qualquer atitude de violência e de anti-democracia.
Se é um símbolo do budismo ou não, em nossa opinião,  é irrelevante nesse momento. Inaceitável  é introduzir uma narrativa que agride outra tradição religiosa na tentativa de minimizar tamanha demonstração de intimidação e violência.  Que se faça justiça!

                       Zen Vale dos Sinos, São Leopoldo, 11 de outubro de 2018.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Monja Coen em Canoas, palestra promovida pelo CDL
"Empreendedorismo em tempos de mudanças."
28/08/2018


quarta-feira, 22 de agosto de 2018


O SABÃO NA VIDA MUNDANA
Hoje eu não vou escrever sobre budismo e nem sobre política. Vou escrever sobre sabão. Quer coisa mais mundana que sabão?
Deixo a política para as pessoas mais esclarecidas e que estão produzindo, informando, escrevendo, empenhados  em descrever  o momento histórico do pais e da América Latina ,  os ataques à soberania e a democracia. Haja sabão pra lavar toda esta sujeira.
Há muitos anos eu tenho críticas sobre o sabão que se compra nos super-mercados , que aliás são os mesmos nos mercadinhos, armazéns e afins. No mercado não temos muitas escolhas para  o sabão em barra, duas no máximo três marcas. Sabão em barra para mim é aquele maior, que precisa uma mão cheia para manuseá-lo. O resto que está a disposição são aqueles sabãozinhos pequenos, estes sim, oferecidos nas mais diversas cores, para roupas delicadas, para ariar panelas, para gordura pesada, limpeza pesada, limpeza leve...Na minha opinião de dona de casa, que vem de uma época em que o sabão de barra era o principal agente de limpeza, ter uma boa empunhadura para manuseá-lo era fundamental. Também era fundamental que ele tivesse um tamanho anatômico que favorecesse a pegada. Sim, tem  que ter pegada para segurar o sabão. Estes pequenos não favorecem essa pegada, pois as pontas dos dedos e as unhas esfregam junto a louça, a roupa e o que quer que seja. Um sabão para criança pegar, ou seja, infantilizaram o sabão.
Eu tinha um desconforto toda vez que tinha que comprar sabão(com sabonete também  pois acho eles muito pequenos), mas nunca problematizei. Achava que eu era muito chata, implicando até com o sabão?
Até que, viajando para o interior do estado, paro o carro em uma lugar que tinha lanches, suco de cana de açúcar, rapaduras, artesanato, e... sabão. Era um sabão feito no fundo do quintal, por pequenos agricultores do interior do estado, vendidos a quilo, dois anos atrás, R$7,00 o kg. Comprei assim, meio desconfiada, achei tão barato, será que presta? Eram de glicerina.
Naquela semana experimentei um. Bah, que show, nem de longe dá pra comparar com o que temos a disposição nos mercados. Apesar de seu aspecto ser feio, irregular, não era lisinho e retangular, era torto e desengonçado. Mas que macies, a combinação exata entre os ingredientes, provavelmente soda cáustica e as gorduras. O tamanho perfeito para segurá-lo, nem muito grande, nem muito pequeno. Revela a sensibilidade de quem o fez.
Lembro que este era o sabão da minha infância que foi sendo substituído pelo sabão industrializado. O que temos hoje são duas marcas principais, uma de um sabão caro – em torno de r$ 5,00 uma barra e outro, barato, em torno de R$ 2,00 a barra. Hoje não temos nem uma mediano, que tempos atrás ainda havia. O primeiro é bom(mas nem de perto iguala-se ao sabão em questão), o segundo é barato mas não presta. Desculpa a rudeza, mas é isto, não presta. É duro, não desliza na roupa molhada e, você usa uma, duas, três vezes , e quando ele está na metade, racha e se parte e mais pedaços. E são estas as escolhas que temos. Acho que deveriam ir consultar os caras da agricultura familiar para lhes dar alguma orientação. Mas quem diz que eles não sabem fazer um bom sabão?
Ah! Mas vão dizer que hoje todo mundo lava a roupa na máquina e por isto reduziram o tamanho do sabão. Que isto é pesquisa de mercado!
Pois esta pesquisa de mercado que vá lamber sabão!