quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
QUERIDOS AMIGOS!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
COMUNICADO
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
08 de Dezembro - Dia da Iluminação do Buda.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
COMUNICADOS
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
DE CUMPRIMENTOS, ENCILHAS E LÉGUAS
Não sou historiador nem pesquisador, apenas quero registrar o que vai pelo meu pequeno mundo dos fins de semana, mais precisamente os campos sagrados de Unistalda. Pode no seu rincão a cousa ser diferente, tudo bem.
Nosso cumprimento é assim: a pessoa estende a mão com a palma aberta, os dedos juntos e só toca levemente na palma do outro. Não tem aquelas esgrimas e tapas no ombro e outros floreios.
Geralmente o peão tira o chapéu para cumprimentar o patrão. Também já vi muitos colocarem a mão na aba do chapéu e darem uma pequena levantadinha.
Nosso campeiro monta com o cavalo já fazendo a volta e coloca o outro pé no estribo com o cavalo já em marcha. As duas rédeas são seguras juntas na mão esquerda. A direita fica livre para atirar o laço, puxar a faca para cortar um galho no mato a fim de facilitar a passagem, para abrir uma cancela mesmo montado etc. ( e hoje para atender o celular..). Nada de segurar uma rédea em cada mão como se fosse uma carreta de bois.
Não vi aqui o costume que existe nos EUA de laçar a rês e apear pelo lado do laço com a perna boleada para a frente. Sempre se desmonta pelo mesmo lado que montou.
Nossa légua tem 6 kms. Há lugares em que são 6.600 metros, eu sei. Essa legua, num trancão, o cavalo faz em uma hora.
Uma coisa é cavalo de fazenda, campeiro e outra é cavalo de sítio.
O cavalo campeiro é inteligente, impaciente, e faz certas coisas sozinho. O cavalo campeiro não toma água em balde. Só no açude ou na sanga. Quando você chega na porteira com ele, ele encosta de lado e lhe dá 3 segundos para abrir a alça. Depois disso ele segue e lhe deixa com os dedinhos pendurados no arame. Também lhe dá 3 segundos para montar. Se você for lerdo vai montar na garupa e o flete vai lhe atirar fora. Na hora de apartar o gado, o cavalo vai ” pechar” o terneiro ou a vaca e fará movimentos súbitos. Se você for daqueles ” cavaleiros de cavalgadas de asfalto ou praia” ele vai lhe atirar no barro da mangueira em poucos segundos.
Na nossa região nunca vi os campeiros usarem selas. São usados bastos em cima dos ” xergões” para não assar o lombo do animal.
Na nossa região é impossível camperear sem o cavalo. Há lugares enlameados, de difícil acesso, onde só se chega de a cavalo. Nos nossos campos eles têm os cascos já acostumados às pedras, de sorte que não precisam ser ferrados.
O maior esporte, finalmente, é o rodeio. Falo no rodeio gaúcho mesmo, que obedece severas regras para não virar em coisa de cow boy. Há regras para a indumentária e o próprio tipo de laço.
Cavalguei muito quando era piazinho, mas naqueles matungos da colônia.
Aqui voltei a montar e o faço há 15 anos. É um ritual que me dá muito prazer. Já levei três tombos muito feios. Por isso respeito muito: o cavalo é um animal de 500 kgs, ele sente sua insegurança e se torna imprevisível ante um susto ou uma contrariedade. Por isso só monto nos meus, de minha predileção e jamais aceito montar fora das áreas de nossa propriedade, em cavalos alheios. E também uma regra de ouro: jamais se deve camperear ou sair de a cavalo solito.
Bom domingo e vamos rezar por tempo bom, ou seja, muita chuva.
Por Ruy Gessinger.
DE CUMPRIMENTOS, REGRAS E TRADIÇÃO NO ZEN.
Essa foi mais uma crônica agradável de ler de meu amigo e parente distante Ruy.
Ele não é um historiador mas tem muita história pra contar.
Cada tradição tem suas normas, costumes e regras. Nessa, ele descreveu como é a tradição campeira dos gaúchos aqui dos pampas. Sua crônica me inspirou a escrever um pouco sobre a tradição Zen-Budista, no aspecto que se refere especificamente ao cumprimento e postura correta.
Não é costume no Zen o abraço. Esse não é um costume no oriente. O gasshô, mãos palma com palma, unidas em frente ao peito, na altura do coração, é o gesto que substitui o abraço, ao mesmo tempo que faz uma flexão de tronco. Comunica também um pedido de licença, um pedido de desculpas, uma atitude de reverência e de respeito, etc.. Apesar das pessoas não se tocacem não significa que não se gostem e que não tenham um apreço muito grande um pelo outro. Venho de um costume onde o abraço e os tres beijinhos são um hábito, o que não garante necessariamente que seja feito com contato e afeto. Desde que eu me ordenei monja, tenho refletido muito sobre o costume de abraçar. O Zen, como o Budismo no geral, não vai se impor e reprimir uma tradição. Sou livre para decidir entre abraçar ou não. A reflexão é sobre o condicionamento de abraçar,às vezes sem nenhum significado que não seja de repetir um hábito, de tentar garantir uma simpatia, de um floreio para seduzir e ser carismática. Estou tendo a grande oportunidade de viver uma pouco da cultura japonesa. O Zen-Budismo emergiu no Japão há mais de 1.000 anos, já trazendo alguns costumes da Índia e da China. Era tradição na India, o disípulo dar tres voltas em torno do mestre e em seguida agachar-se e lhe beijar os pés. Nas religiões Afro-Umbandista tem a tradição de “Bater Cabeça”, algo parecido. No Budismo faz-se as reverências até o chão. No Zen, ao prostrar-se no chão, toca-se a testa no chão elevando-se as mãos até a altura das orelhas. Geralmente é uma sequência de três reverências que se chama Sampai e são feitas em cerimônias. Praticantes budistas no dia adia se cumprimentam com um gasshô(palma com palma) , que expressa afeto, atenção, consideração e respeito, as vezes uma distância ótima que preserva os bons e saudáveis relacionamentos.
Gasshô!


ZENDO BRASIL COMUNICA
sábado, 27 de novembro de 2010

Abraço fraterno.
Jorge Koho Mello
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
SEQUENZE
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Resposta de Ricardo Esteves - Monge Shindô.
Dualismo
"Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, entre maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal padeces;
E rolando mum vórtice insano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.
Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas com as virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
E no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora."
domingo, 21 de novembro de 2010
Na palestra do darma proferida por Saikawa Roshi no sesshin no Busshin-Ji, ele disse que a natureza é o que é, os animais são o que são, somente os seres humanos tentam fazer diferente do que é sua própria natureza. Na ânsia de saber, de conhecer ( na tentativa de dominar a natureza), a mente dual e discriminativa do ser humano fragmenta tudo em partes, quando então perde o contato com a sua verdadeira natureza.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
As vezes somos agraciados por belas reportagens na TV aberta. Hoje tive a alegria de ver a história de Seu Nono, no programa Esporte Espetacular. Confúcio dizia:
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
No mes de fevereiro deste ano, o Zen Vale dos Sinos recebeu a ilustre visita de Moriyama Roshi, professor de Monja Kokai durante 5 anos, de 2000 a 2005, período que o mesmo residiu em Porto Alegre, sendo o orientador espiritual do ViaZen. Este mestre trouxe importantes contribuições para o Zen Budismo no Brasil e América Latina.
Na intenção de homenagear este Mestre e retribuir tamanha dedicação ao Darma , um grupo de brasileiros, acompanhados por Monja Coen Sensei, está se organizando para ir ao Japão com data prevista para em julho de 2011, quando o templo desse mestre comemora 30 anos de existência. Será também uma viagem de estudos e treinamento nos grandes mosteiros do Japão.
Sensibilizados, os membros da comunidade do Zen Vale dos Sinos fizeram uma comissão que passou a reunir-se sistematicamente para pensar e realizar eventos e atividades e a renda angariada, destinada a custear parte da viagem.
Confira o último evento:
CHÁ DA PRIMAVERA







O evento foi um sucesso e isto somente foi possível graças ao engajamento de muitas pessoas. Desejo externar gratidão à Jaque, dona do restaurante Natur Haus, que colocou toda a estrutura a nossa disposição. À comissão, que trabalhou muito, desde pedir doações de brindes e doces para o chá, elaboração do lindo convite pela Luma, os criativos arranjos de mesa pela geração de mulheres, Lulu, Dani Shunmyo, sua mãe e a avó, a venda dos convites, que lotou o salão no dia do chá, dia tão lindo e agradável. Patrícia, que mais uma vez foi incansável, sua mãe cobrindo a retaguarda, a Claire que no dia foi muito atenciosa. E como não poderia faltar, o Zen Vale dos Sinos, em nome de sua monja, agradece a vinda de todos, esperando que mais uma vez tenham se divertido.
Agradecimento também pela presença de praticantes da sanga do Via Zen, Cesár Daido, Ana e a filhinha Rebeca, que nesse dia deu seus primeiros passos sózinha.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PRESIDENTA DILMA !
Jorge Loeffler ( blog praiadexangrila) repoduz magnífico artigo de Rui Martins, jornalista brasileiro que reside em Berna)
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Estranho país esse meu Brasil, onde por guerrinhas políticas se procura denegrir a imagem de seus heróis do passado. Os covardes de ontem, que compuseram, colaboraram ou se aproveitaram da ditadura tentam agora minimizar o valor de todos quantos expuseram suas vidas em luta pela liberdade e pela democracia dos dias de hoje.
Dilma Rousseff não é apenas a primeira mulher brasileira eleita presidenta (e isso já é extraordinário num país tido como de machistas), é mais que isso, é uma das lutadoras naqueles escuros anos de chumbo. Anos em que, militares teleguiados pelos EUA destruíram a cultura construída nas nossas universidades, a pretexto de evitar o marxismo, mas na verdade para manter a desigualdade social e a semi-escravidão de grande parte da população, da qual só agora vamos saindo.
Dilma foi uma resistente, vinda das hostes de um outro herói, Leonel Brizola. Sua eleição é o coroamento do longo caminho das batalhas sociais em favor do povo e da liberdade, que são por uma melhor repartição do pão e por uma melhor remuneração do trabalho da maioria da população.
Depois de quase quinhentos anos de um Brasil governado sempre pelas mesmas famílias, pelas mesmas oligarquias, houve a ascenção de um filho do povo. A Casa Grande perdeu para os habitantes da Senzala e um Brasil mais justo vai surgindo, mesmo diante de numerosas tentativas para se devolver o poder aos seus antigos detentores. Oito anos, tantas vezes conturbados pelas dificuldades de se governar com um Parlamento viciado na corrupção, é um tempo curto demais para se contrapor aos quase 500 da elite branca e rica brasileira, disposta tantas vezes a vender e a ceder nossas riquezas em troca de vantagens pessoais.
Dilma Rousseff, a corajosa mulher dos anos 60, que viveu três anos nas escuras celas do Dops, por afrontar os militares – nisso sobrepujando tantos homens, dispostos por covardia a se submeter aos fardados – é hoje a garantia de um novo governo em favor do povo e não em favor dos ricos e suas oligarquias.
O Brasil é exemplo de democracia na América Latina, mostra um enorme avanço tecnológico ao ser capaz de apurar rapidamente as eleições que, nos EUA, demoram um mês em meio a trapaças de toda espécie.
A derrota de Serra sela o fim de um época. Por um bom tempo, poderemos ter a certeza da manutenção dos verdadeiros representantes do povo no poder, mesmo sob a pressão do cartel da imprensa da direita, que confunde liberdade de expressão com manipulação e engôdo do povo com seus telejornais supérfluos, suas telenovelas modificadoras da nossa cultura e com sua máquina de informação implantada por todo o país sem contrapartida, numa verdadeira ditadura latente e invisível mas eficaz.
Dilma, a resistente de ontem é a nossa presidenta de hoje, numa extraordinária revanche aos golpistas, torturadores e assassinos do passado, ainda saudosos dos anos em que enterraram aqueles anos ricos em cultura e manifestação popular. Os tempos mudaram, graças aos resistentes, o Brasil se transformou, graças aos anos Lula numa potência mundial, que Dilma, representante das mulheres brasileiras, tantas vezes oprimidas e obrigadas a ficar na cozinha, vai continuar.
domingo, 31 de outubro de 2010
DIA 31 DE OUTUBRO DE 2010 ENTRA PARA A HISTÓRIA.

sábado, 30 de outubro de 2010
PALAVRAS DO DARMA
Silêncio! Não peça nem espere nada. Caminhe dignamente. A cada passo seu,a terra toda se comove. Veja a luz e a sombra. Não escolha.As trevas não são assustadoras nem a claridade é sedutora.
Silêncio! Não peça nada, nem espere nada. Só assim suas mãos estarão cheias. Trabalhe dignamente. Cada gesto seu transforma o mundo. Veja os bons e os maus. Não discrimine. Os marginais não devem ser mais temidos do que os que marginalizam pessoas. E todos fazem parte da grande irmandade.
Silêncio! Não peça nem espere nada. Mas tome uma atitude. Construa o mundo a sua imagem e semelhança.
Vá. Faça a luz com a sua própria luz. Leve sabedoria e compaixão, sem escolher entre esse ou aquele coração.
Monja Coen
terça-feira, 26 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
ZAZENKAI - RETIRO DE UM DIA
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
PROGRAMAÇÃO RETIRO
RETIRO DIA 23/10/2010
ZAZENKAI
Programação
7h30 – Chegada e Orientações
8h00 – Zazen(meditação sentada) 25’
9h00 – Tchôca(cerimônia da manhã)
9h20 – Chá e café
9h30 - Samu(trabalho em comunidade)
10h00 – Oficina sobre a prática do Orioky.(Cerimônia do Almoço)
10h30 – Zazen(30)
11h00 - Estudo do Darma( apostila do curso de preceitos)
11h45 – Cerimônia do meio-dia
12h00- Almoço formal
13h00- Intervalo para descanço
14h00- Estudo do darma – OS SELOS DO DARMA.
15h00 – Zazen e Kinhin no pátio. 20’ 20’ 20’
16h00 – Roda do Darma
16h45 - Cerimônia de Encerramento.
terça-feira, 5 de outubro de 2010

PALAVRAS DO DARMA
Sustentável é o que pode ser sustentado. Sustentar é segurar por baixo, servir de escora, impedir que caía, suportar, amparar, conservar, manter, alimentar física ou psiquicamente, prover, dar ânimo, sofrer com resignação, agüentar, pelejar a favor de, estimular, alimentar, nutrir.
Isso não significa concordar. É necessário que tenhamos uma grande diversidade de visões e de sonhos. Por que o discordar nos enraivece e limita?
O “eu” não é importante quando compreendemos que ele é sustentado por elementos “não-eu”.
Sustentar não é fácil. Um projeto, um ponto de vista, uma família, saúde, sistemas de relacionamentos. Por que ficamos o tempo todo apenas criticando ou querendo nos exibir como os únicos capazes?
Monja Coen
domingo, 3 de outubro de 2010
OS TRÊS TESOUROS.
Os Três tesouros, o Budha, o Dharma e a Sangha, são o refúgio do praticante. Tomamos refúgio em Buda porque é um grande mestre. Tomamos refúgio no Dharma porque é um bom remédio. Tomamos refúgio na Sangha porque são bons amigos. Somente quando tomamos refúgio nos três tesouros é que nos tornamos discípulos de Budha. O mérito de tomar refúgio em Budha, no Dharma e na Sangha inevitavelmente surgirá quando houver uma comunicação espiritual entre o praticante e o caminho. Quando há uma comunicação espiritual entre o praticante e o caminho, todos os seres, sejam eles celestiais, humanos, infernais, demônios famintos ou animais, também tomam refúgio. Aqueles que tomam refúgio, vida após vida, tempo após tempo, existência após existência, lugar após lugar, estarão sempre avançando e seguramente acumulando méritos, atingindo a completa e perfeita iluminação. Devemos perceber que o mérito dos três refúgios é o mais honrado, o mais elevado e o mais profundo que se pode conceber.”
Dogen Zenji
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Nós criamos os mundos nos quais vivemos - agradáveis e desagradáveis -
terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fui uma das convidadas para palestrar no Seminário de Espiritualidade promovido pela Maçonaria neste final de semana na cidade de São Francisco de Paula, na serra gaúcha. Cada palestrante deixou alguma mensagem que ajude a nos enriquecer espiritualmente. Houveram diversas falas interessantes mas nenhuma me tocou mais do que o contato com uma personagem dos livros infantis. Ao final do seminário fomos passear numa linda livraria da cidade. Uma senhora(talvez a dona da livraria) pede para que eu leia um livrinho e depois lhe dê minha opinião. O nome do livro é "Selma", de uma escritora alemã, Jutta Bauer.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010

O que disse Sidarta a Govinda, sobre a busca do caminho.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
RETIRO COM COEN ROSHI

Mais uma vez nos retiramos para estarmos mais próximos de nós mesmos, nos conhecermos melhor através da atenção plena. Atenção ao que sentimos, pensamos, nossa respiração, como nos movemos, caminhamos, sentamos, dormimos, comemos...No silêncio do zazen, do samu, do cozinhar, do alimentar-se. O silêncio que nos permite ouvir melhor os sons da natureza, o canto dos pássaros, o cacarejo da galinha do mato, o som da chuva.
Atenção aos ensinamentos de Sensei que foram muitos. Dentre eles, compartilho alguns.
O mosteiro em que os monges e monjas ordenados por Coen Roshi estão formalmente registrados no Japão, chama-se Daiyuzan Saijo Ji. O peculiar desse templo é que nele não são feitas cerimônias e preces aos felecidos e ancestrais. As pessoas se dirigem a este mosteiro para fazer pedidos. As orações são todas para que os pedidos e os desejos das pessoas sejam realizados: sucesso nos negócios, prosperidade, casamento, êxito nos estudos, nos relacionamenos, etc.
Sensei nos fala que nem sempre é fácil saber o que realmente desejamos.
Faça agora um pedido!
Você sabe o que deseja?
As vezes nosso desejo é difuso e carece de objetividade. As vezes vai além da possibilidade concreta de realização, por exemplo, querer ganhar sozinho a mega - sena, acumulada.
Quando sabemos realmente o que desejamos, provavelmente isto vai se realizar. Será por que o pedido foi feito com tanta fé que que ele se realizou? Não terá a fé contribuido para manter o foco, e a partir daí gerar causas e condições necessárias à sua realização?
Algo parecido acontece quando o arqueiro identifica o alvo e mira em sua direção. A águia quando caça. O mergulho da flecha, o mergulho da águia. A investida é certeira. Não se desvia e nem se distrai. Desejo e Realização – Um só. Já não há separação.